Juiz impõe restrição de crédito para devedora que evitou negociação

Rafael Bonani • 2 de agosto de 2023

A dívida acumulada pela mulher é de mais de R$ 730 mil

O juiz Guilherme Formagio Kikuchi, da 2ª Vara Cível de Cornélio Procópio, no Paraná, emitiu uma determinação para restringir a devedora de obter novas linhas de crédito em qualquer instituição financeira no país. Essa decisão foi tomada após um fundo de investimentos acionar a Justiça alegando que a mulher acumulou uma dívida de mais de R$ 730 mil, protegeu seus bens, não nomeou nenhum bem para penhora e evitou negociações ao longo de seis anos.


O magistrado ordenou que o Banco Central (BC) anote a restrição de novas linhas de crédito no Sistema de Informações de Crédito e forneça informações sobre os contratos ativos de financiamento, empréstimos e linhas de crédito que a devedora fez nos últimos três anos. A solicitação foi apresentada pelo escritório Eckermann | Yaegashi | Santos – Sociedade de Advogados, que representa o fundo.


“Restringir novas linhas de crédito para a devedora é uma medida atípica e necessária para evitar a acumulação dessa e outras dívidas, uma vez que existe um grande risco de que ela continue enganando seus credores e o sistema financeiro brasileiro, adquirindo diversos empréstimos sem cumprir com suas obrigações primárias”, afirma o advogado Peterson dos Santos, sócio-diretor do Eckermann | Yaegashi | Santos.


O despacho do juiz foi assinado em 31 de março deste ano, mas o Banco Central solicitou um novo envio da ordem em maio. No início de junho, o fundo informou que o ofício havia sido enviado conforme exigido pelo juiz, mas enviou uma nova cópia do documento. Na última quarta-feira (26/7), o processo foi suspenso até que o BC cumpra a ordem.


“Estamos aguardando o retorno do ofício encaminhado ao BACEN e acreditamos que, com a aprovação da proibição de obtenção de novos créditos, será imposto à devedora mais um incentivo para que ela cumpra com sua obrigação”, afirma dos Santos.

Por Felipe Bonani 16 de março de 2026
A redução tributária sobre veículos importados na Argentina levou montadoras como Porsche, Audi, Ford, Mercedes-Benz e Toyota a baixarem preços — em alguns casos acima de US$ 100 mil. Um alerta claro para quem depende do ambiente regulatório.
Por Felipe Bonani 13 de março de 2026
A compra da Medley, da Sanofi, segue para análise do Cade, e pode gerar impactos relevantes em contratos, concorrência e distribuição no setor farmacêutico.
Por Felipe Thabet 11 de março de 2026
Empresários que ignoram planejamento tributário deixam dinheiro na mesa e aumentam riscos perante a Receita Federal, CARF e regimes fiscais estaduais.
Por Felipe Bonani 9 de março de 2026
A decisão da centenária indústria têxtil reforça o alerta: incentivos fiscais, custos menores e estabilidade regulatória estão empurrando empresas para fora do Brasil — enquanto o caos tributário local aumenta riscos e reduz margens.
Por Felipe Bonani 6 de março de 2026
Descubra como o planejamento sucessório protege seu legado, evita que o Fisco seja seu maior herdeiro e garante a continuidade do seu negócio, blindando sua família de conflitos e processos judiciais.
Por Felipe Bonani 4 de março de 2026
O caso KitKat e a estratégia da Mondelēz revelam: um detalhe na classificação fiscal pode significar milhões em economia ou autuações pesadas. Entenda a jogada.
Por Felipe Bonani 2 de março de 2026
A decisão de 1.200 milionários de deixar o Brasil em 2025 revela um risco oculto: a falta de estrutura patrimonial que pode custar mais caro do que a permanência, com impostos como a "Exit Tax" e o ITCMD ameaçando seu legado.
Por Felipe Bonani 27 de fevereiro de 2026
A crise financeira de um dos maiores varejistas do Brasil expõe a urgência de uma gestão estratégica e a blindagem jurídica para evitar o colapso.
Por Felipe Bonani 25 de fevereiro de 2026
A decisão do Recurso Extraordinário nº 1.487.168/MS de abril de 2025 redefine a cobrança do ITBI na integralização de imóveis, expondo empresas a autuações milionárias. Saiba como proteger seu patrimônio.
Por Felipe Bonani 23 de fevereiro de 2026
Atenção, empresário! Decisão do Superior Tribunal de Justiça permite que a Fazenda Pública ignore o valor venal do IPTU e arbitre o valor de mercado de seus imóveis no ITCMD, aumentando drasticamente a carga tributária na sucessão.
Show More