Reforma Tributária: A Bomba Relógio no Setor de Serviços e Como Desarmá-la

Felipe Bonani • 3 de novembro de 2025

A unificação de tributos (IBS/CBS) ameaça transformar sua carga tributária de 6% para 26%, pressionando lucros e a sustentabilidade de PMEs.





A reforma tributária no Brasil é um tema que domina as manchetes, prometendo simplificação e um ambiente de negócios mais justo. Contudo, por trás da cortina de otimismo, esconde-se uma realidade complexa e, para o vital setor de serviços, um sinal de alerta piscando em vermelho. Este segmento, que pulsa no coração da economia brasileira, responsável por cerca de 59% do PIB e pela geração massiva de empregos formais, pode estar à beira de uma revolução fiscal que, sem a devida atenção, pode se transformar em um verdadeiro terremoto.

 

Caso Concreto:

 

A advogada tributarista Mary Elbe Queiroz, uma voz respeitada no cenário fiscal brasileiro, acende a luz de advertência. Segundo ela, a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) – os pilares da nova tributação – pode elevar drasticamente a carga tributária para as empresas de serviços. Atualmente, negócios enquadrados no Lucro Presumido pagam entre 3,65% e 8,65%, enquanto os do Simples Nacional variam de 6% a 16,33%. Com a reforma, a estimativa é que essas alíquotas disparem para uma média entre 25% e 27%. Imagine um salto de 6% para quase 26% para uma empresa de médio porte no Simples! É como trocar uma bicicleta por um foguete sem paraquedas.

 

Conexão com a Realidade:

 

A grande questão é que o setor de serviços, diferentemente da indústria, tem uma capacidade muito limitada de se creditar ao longo da cadeia produtiva. Seu principal "insumo" é a folha de pagamento, que não gera créditos tributários no novo modelo. Isso significa que o aumento da carga fiscal não será facilmente absorvido. A consequência? Ou o custo é repassado ao consumidor, encarecendo serviços essenciais e reduzindo a demanda, ou as margens de lucro são espremidas até o limite, especialmente para os pequenos e médios empresários, que já enfrentam um crédito caro e um mercado competitivo.

 

Segmentos como tecnologia, manutenção, segurança, limpeza, saúde, educação, advocacia, contabilidade e consultoria estão na linha de frente desse impacto. Para eles, onde o capital humano é o ativo mais valioso, a reforma pode significar um desafio existencial. Empresas menores, sem a escala ou o fôlego financeiro dos grandes grupos, terão uma dificuldade imensa em absorver esses novos custos, enquanto os gigantes do mercado, com suas estruturas de planejamento sofisticadas, podem até sair ganhando, concentrando ainda mais o mercado.

 

O Que Muda na Prática?

 

  1. Aumento Brutal da Carga Tributária: Prepare-se para ver alíquotas que podem quadruplicar, impactando diretamente seu fluxo de caixa e a precificação dos seus serviços.
  2. Pressão Inédita sobre Margens e Preços: A escolha será entre repassar o custo ao cliente – arriscando perder mercado – ou sacrificar seu lucro, comprometendo investimentos e crescimento.
  3. Desvantagem Competitiva para PMEs: Sem as ferramentas de planejamento dos grandes players, pequenas e médias empresas podem perder terreno, tornando o ambiente de negócios ainda mais desafiador.

 

Impacto da Falta de Assessoria:

 

Navegar por essa nova paisagem tributária sem um guia especializado é como tentar atravessar um campo minado vendado. A falta de assessoria pode levar a decisões equivocadas, ao pagamento indevido de impostos, à perda de competitividade e, no pior dos cenários, à inviabilidade do seu negócio. Em um cenário onde cada ponto percentual faz a diferença, a ausência de uma estratégia tributária robusta pode ser a linha tênue entre o sucesso e o fechamento das portas. Não é hora de improvisar, é hora de planejar com inteligência e audácia.

 

Conclusão:

 

As discussões no Congresso Nacional sobre a calibragem das alíquotas e a criação de regimes específicos (como as alíquotas reduzidas para saúde e educação, correspondentes a 40% da padrão, conforme o governo) são cruciais. Mas a verdade é que, independentemente dos ajustes finais, o setor de serviços precisa se preparar. A reforma tributária é uma realidade iminente, e a proatividade é a sua maior aliada. Não espere que a mudança aconteça para então reagir. Antecipe-se, planeje-se e transforme o que poderia ser um obstáculo em uma oportunidade de otimização e crescimento.

 

Sua empresa está pronta para a nova era tributária? Nossa equipe de especialistas está aqui para desenhar um plano estratégico personalizado, garantindo que você não apenas sobreviva, mas prospere. Agende sua consulta hoje mesmo e blinde seu futuro fiscal.


📲 Fale agora com nossa equipe e saiba como proteger sua marca e sua empresa.


👉 Siga 
@bonaniadvogados e @rafaeljmbonani para mais atualizações sobre este e outros casos relevantes.


Para mais informações siga nossas 
Páginas informativas. 


Por Felipe Bonani 18 de fevereiro de 2026
Descubra como a pressa no planejamento sucessório pode gerar dívidas fiscais com o Fisco e conflitos familiares irreversíveis, e como evitar essa armadilha.
Por Felipe Bonani 13 de fevereiro de 2026
O caso da Panificação Mandarino Ltda. no TJ-RJ revela como a falta de planejamento sucessório e um valuation claro podem paralisar uma empresa por quase uma década, gerando penhora de contas e um prejuízo incalculável.
Por Felipe Bonani 11 de fevereiro de 2026
This is a subtitle for your new post
Por Felipe Bonani 9 de fevereiro de 2026
Descubra como cláusulas invisíveis transformam acordos em sentenças financeiras e como blindar seu negócio contra prejuízos inesperados.
Por Felipe Thabet 6 de fevereiro de 2026
Cláusulas "padrão" e modelos genéricos estão expondo seu negócio a multas da LGPD e litígios inesperados. Veja como evitar essa dor de cabeça jurídica.
Por Felipe Thabet 4 de fevereiro de 2026
A ilusão de taxar 60 bilionários e o risco real para o seu patrimônio: entenda por que a estratégia atual do governo não resolve e pode impactar diretamente sua empresa.
Por Felipe Bonani 2 de fevereiro de 2026
Entenda como a decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) sobre PIS/Cofins para "casquinhas" e "shakes" revela uma mina de ouro (ou um buraco negro) na sua carga tributária.
Por Felipe Bonani 30 de janeiro de 2026
Descubra como o uso inteligente da lei, através de holdings e estratégias fiscais, pode blindar sua sucessão e valorizar seus ativos, transformando impostos em investimento.
Por Felipe Bonani 28 de janeiro de 2026
A revisão periódica é vital: cláusulas obsoletas, desequilíbrio contratual e a validade real de seus acordos digitais podem ser a diferença entre lucro e litígio.
Por Felipe Bonani 26 de janeiro de 2026
A Lei Complementar nº 214/2025 redefine a tributação, adicionando IBS e CBS. Proprietários de mais de 3 imóveis ou com receita acima de R$ 240 mil anuais precisam agir AGORA para evitar perdas significativas.
Show More